minha primeira experiência como mochileiro na Europa em 2015, e no
ano seguinte resolvi retornar ao continente para desfrutar novas
experiências nos países não tão requisitados quanto as principais
potências turísticas. O trecho escolhido nesta aventura iniciou-se
na Espanha e Alemanha, e teve sequência na República Tcheca,
Áustria, e por último, Eslováquia. Centralizarei o artigo nestes
três últimos países, pois suas capitais oferecem atrações
diversificadas para todos os gostos.
de nos aprofundarmos em cada cidade, ressalto que estes três países
assinaram o Tratado Schengen. O acordo permite a livre circulação
de pessoas nos países signatários da comunidade europeia após a
obtenção do visto turístico, e faz com que a apresentação do
passaporte nas fronteiras desses países não seja obrigatória.
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Castelo de Praga |
Antes
de dissertar sobre minha experiência em Praga, temos que apresentar
algumas informações úteis para aqueles que desejam conhecer a
cidade. A República Tcheca é o único destes três países não
pertence à Zona do Euro, tanto que a moeda local é Coroa Tcheca (em
tcheco Koruna česká), e sugiro a compra da moeda em casas de câmbio
ao desembarcar no país.
Praga
é considerada a cidade mais bela do Leste Europeu. A capital tcheca
cortada pelo rio Moldava, possui uma arquitetura que mistura
edifícios modernos e monumentos centenários. O centro histórico de
Praga é um Patrimônio Cultural da Humanidade, e suas principais
atrações são: Relógio Astronômico, Praça Central, Ponte Carlos
e Castelo de Praga.
O
sistema de transporte de Praga é bastante integrado, facilitando a
locomoção entre os pontos turísticos da cidade. A principal
estação de trem chama-se Praha Hlavní Nádraží (abreviação
Praha hl.n), e desembolsei o equivalente a 19 Euros para chegar de
Berlim (Alemanha) numa viagem de aproximadamente 04h25 de duração. Esta estação
também é integrada ao metrô, logo não obtive dificuldades para
chegar ao hostel. Quanto ao tempo de estadia, sugiro o mínimo de
três dias na cidade.
principais atrações citadas acima podem ser visitadas num percurso
feito a pé. Para isto, iniciei o trajeto descendo na estação metrô
Müstek (Linha A) e caminhei até o Relógio Astronômico. Este
monumento é um dos ícones de Praga, e marcam até hoje a passagem
do tempo. Há horários determinados caso queiram conhecer a torre da
Velha Prefeitura por dentro.
poucos passos ao lado direito do Relógio Astronômico, você estará
na Praça da Velha Cidade, e constatei que muitos festivais de música
e artistas se apresentam neste local.
da Praça Central, me desloquei para a Ponte Carlos (em tcheco Karlův
most), considerada a ponte mais antiga de Praga, cortando o Rio
Moldava e um dos principais acessos ao Castelo de Praga. A ponte é
composta por 516 metros de longitude e decorada por 30 estátuas em
ambos aos lados. Há uma lenda que ao tocar na estátua de São Vito,
padroeiro de Praga, você terá sorte e oportunidade de voltar a
Praga. Eu particularmente não toquei! (risos).
fim, ao atravessar a Ponte Carlos, você estará no acesso ao Castelo
de Praga (em tcheco Pražský hrad). O caminho até o castelo requer
disposição física para subir inúmeras escadas e ladeiras. Com o
sol em torno de 30 graus, eu fiz algumas paradas para não
comprometer minhas energias.
cidade é charmosa por seus castelos medievais, além de pulsante
para aqueles apreciam a vida noturna. Praga deve ser conhecida a pé,
e fazendo algumas paradas programadas para apreciar o café
art-noveau ou uma saborosa cerveja de trigo. Não tenham dúvidas que
a capital tcheca é uma pérola do Oriente!
VIENA
capital austríaca é uma cidade repleta de cultura, história, belas
paisagens e forte arquitetura. Esta cidade detém uma elevada
qualidade de vida, e também está colocada como uma das mais ricas
do mundo, atraindo anualmente 12 milhões de turistas. De
todas as capitais europeias, Viena é considerada uma das mais
econômicas para se viajar.
desembarquei na cidade pela estação de trem Wien HBF vindo de Praga
numa viagem de aproximadamente 4 horas. O bilhete deste trajeto me
custou 19 Euros, e o adquiri online por meio da empresa OBB. O
sistema de transporte também é bem integrado como a cidade de
Praga, porém o metrô se compõe de oito linhas interligadas entre
si.
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Unsere Garten |
Viena como a surpresa desta viagem, pois suas belezas naturais são
enfatizadas nos parques distribuídos por toda a cidade. Destaco como
principais atrações da cidade: Catedral de Santo Estevão
(localizado na Praça Stephansplatz), Unsere Garten, Karlskirche
(também conhecido como St. Charles’s Church) e o Palácio de
Schonbrunn. Iniciei
minhas visitas aos pontos turísticos pela Catedral de Santo Estevão
localizada no centro de Viena. Com uma marcante arquitetura gótica,
possui uma torre com altura de 70 metros. Para chegar nesta atração,
utilizei o metrô e desci na estação Stephansplatz por meio das
linhas U1 ou U3. Importante:
Ao visitar Viena, não deixe de passar no Unsere Garten, porque este
relógio moldado em flores caracteriza bem a união dos monumentos
com a flora austríaca.
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Karlskirche |
meu segundo dia em Viena, resolvi conhecer o Karlskirche (no
português Igreja São Carlos), uma das igrejas mais interessantes
desta cidade. Para chegar até ela, utilizei o metrô com as linhas
U2, U1 ou U4 e desci na estação chamada Karlsplatz. Reza a lenda
que a igreja foi construída como promessa de Carlos VI ao São
Carlos Barromeu, caso o Santo livrasse a cidade de uma peste que se
enfestava em Viena.
minha passagem por Viena comentando sobre o Palácio de Schönbrunn
(em alemão, Schloss Schönbrunn), também denominado como Palácio
de Versalhes de Viena. Este é um dos principais monumentos
históricos e culturais da Áustria, e desde o ano de 1996,
classificado como parte do Património da Humanidade pela UNESCO.
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Palácio de Schönbrunn |
ingressei pelo principal portão de acesso, fiquei encantado com o
amplo espaço para circulação de turistas que o local proporciona.
Confesso que infelizmente não entrei no palácio porque o sol estava
escaldante neste dia, e também havia uma extensa fila, porém
acompanhei um grupo de pessoas em direção aos jardins na
expectativa de descobrir novos monumentos. Então obtive uma
agradável surpresa com os jardins franceses desenhados por Jean
Tréhet. Esta área também contempla um zoológico, um labirinto e
inúmeros jardins.
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Palácio de Schönbrunn, pelos jardins |
no verão um turno de um dia em Viena para desfrutar as maravilhas
que este Palácio proporciona aos seus visitantes. Você ficará
satisfeito em poder caminhar entre os jardins, e caso tenha
disposição, suba até Gloriette que fica no outro extremo do
Palácio de Schönbrunn. Lá de cima, além de admirar os jardins e o
Palácio de Schonbrunn, você terá uma vista panorâmica da cidade
de Viena.
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Gloriette do Palácio de Schönbrunn |
BRATISLAVA
é a capital e principal cidade da Eslováquia. O principal benefício
de visitar a cidade é que a mesma está situada a 62 km de Viena. Eu
resolvi fazer o passeio de um dia (alguns conceituam como
‘bate-volta’) na capital eslovaca com o objetivo de incluí-la no
meu currículo europeu, e não me arrependi!
acordei bem cedo, e me direcionei para estação Wien HBF. Lá
comprei um bilhete no valor de 22 Euros (total ida e volta) com
destino a estação de Bratislava Hlavná Stanica (abreviação
Bratislava hl st). Ressalto que os trens saem a cada 1 hora para
ambos os destinos, e a duração da viagem fica em aproximadamente
1h.
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Palácio de Grassalkovich |
Ao
descer na estação, percebi que não havia estação de metrô, e
como estava bem disposto e curioso com a cidade, caminhei 2km até o
Centro Antigo de Bratislava (Staré Mesto). No trajeto fiz uma pausa
no Palácio de Grassalkovich, local onde reside o Presidente da
Eslováquia. Não é possível conhecer o interior do palácio, mas
pode caminhar pelos seus jardins. Em frente ao palácio há a Fonte
Zem e Planéta Mieru (Fonte Terra e Planeta de Paz).
Continuei
minha caminhada e entrei no portão Michalská brána, um dos quatro
portões que davam acesso a Cidade Antiga de Bratislava. O local é
conceituado como o marco zero da Eslováquia, porque apresenta todas
às distancias do país com os principais países vizinhos. Ao
atravessar o portão utilizei meu mapa e caminhei em direção à
estátua Man at Work (do inglês Homem Trabalhando), onde o operário
Cumil sai de dentro de um bueiro.
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Man at Work |
fim, a missão do dia foi subir até o Castelo de Bratislava. É um
dos monumentos que mais atraem visitantes na cidade, localizado no
alto da colina com aproximadamente 85 metros de altura, e as margens
do Rio Danubio. A rota utilizada para subir até o castelo foi pelo
Portão de Sigismundo, e exigiu muita disposição física, pois
enfrentei o alto grau de inclinação das escadarias e o sol
escaldante que predominou o dia.
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Castelo de Bratislava |
revés de não ingressar no interior do Castelo de Bratislava foi
devido à reunião informal com os 27 Chefes de Estado na semana
posterior a minha visita à cidade, porém consegui a vista
panorâmica da cidade no local mais acessível desta colina”.
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Vista Panorâmica Castelo de Bratislava |
Visit Bratislava: www.visitbratislava.com/
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