*Atualizada em 20/02/2026.
| Marlay Park – Dublin 16. |
A capital irlandesa tem seus dias de sol, chuva, sol novamente… enfim, essa variação é comum na ‘Ilha da Esmeralda’. Um lugar frio ao amanhecer com muito vento e sensação de calor à tarde, isso durante a primavera. Entre os meses de março à outubro a Irlanda adota o horário de verão. Mas é nessa época que a natureza muda de cenário. As flores já podem ser observadas nos galhos com diferentes cores. Os pequenos jardins nas esquinas das ruas dos bairros mais afastados de Dublin ganham cores especiais. Os parques ficam mais bonitos e é tempo de curtir o sol com a natureza, família e amigos. Os piqueniques se tornam comuns e jogar futebol ou mesmo andar de bicicleta já é algo comum.
Os irlandeses adotam definitivamente shorts, bermudas, camisetas ou regatas, mesmo com o vento predominante, mas isso não é problema para eles. As Irlandesas adotam as saias, blusinhas e se reúnem com as amigas para os seus compromissos E as demais nacionalidades? Sim, multinacionalidades. Dublin reúne pessoas dos países do ocidente e oriente, sem deixar de fora os países árabes, que estão bem representados na cidade. Mas os Brasileiros são os povos mais presentes em Dublin. Nós, durante a primavera, também “excluímos” um pouco os casacos e há também dias de sol e temperaturas em torno de 16 graus permitindo o uso de bermudas, camisas, ou seja, roupas um pouco mais leves. Figurino ideal para quem vai para aos parques, que estão espalhados por toda a cidade.
Descrever Dublin é algo muito particular, pois cada um tem sua visão sobre a capital irlandesa. Experiências, situações do dia a dia, entre outras. Mas, de um modo geral, os brasileiros aproveitam o que a cidade tem a oferecer. Nos dias de chuvas uma opção é descansar. Nos dias de sol, aproveitar. Acompanhado dos amigos, as opções podem incluir um passeio pelos museus, parques, fábrica da Guinness, cinema, andar de bike, conhecer outras cidades da região como Malahide; Castelos e a noite os tradicionais pub’s ou mesmo as boates. Há quem fique nos apartamentos, fazendo aquela resenha brasileira com boas músicas, bebidas e comidas entre amigos. Há quem vá para os pubs onde encontram pessoas do mundo todo.
Detalhes à parte, Dublin também tem sua história. Construções antigas como prédios e Igrejas Romanas, algumas delas dos séculos passado. Vale a pena conhecer as arquiteturas, o interior das construções. Alguns passeios deste tipo são pagos, mas em Dublin há uma série de opções de programas gratuitos que o turista pode fazer.
A Cultura Irlandesa é outro destaque. Os Irish’s tomam café da manhã reforçado, porém muitos deles não almoçam como nós, brasileiros. Ou seja, os irlandeses não tem tradição de comer arroz e feijão, que é indispensável no Brasil. É claro, pois se trata de um outro país em outro continente com culturas diferentes. Nessa faixa de horário, os irlandeses costumam comer sanduíches, por exemplo. Mas o jantar era composto por vegetais (sempre, e muito bom), batata cozida ou frita (a última muito comum na alimentação dos irlandeses) e um steak de frango, peixe, omelete ou outro acompanhamento.
Algumas noites o jantar era composto por macarrão e carne moída; as vezes pizza e cachorro quente versão irlandesa, com molho de tomate e macarrão (separado em um pote) mais batatas fritas. Por duas vezes, eu comi hambúrguer com carne de cavalo (eles também comem carne de cordeiro em alguns pratos). Existem restaurantes brasileiros em Dublin com o cardápio completo, tendo até o tradicional Guaraná Antarctica à venda na versão lata.
E os brasileiros em Dublin? Segundo o Itamaraty, são aproximadamente 80 mil brasileiros vivendo na Irlanda, sendo 64% deles vivendo em Dublin. Outras nacionalidades também possuem número expressivos de estudantes vivendo na capital irlandesa, provenientes da Espanha, Colômbia, Polônia e de países asiáticos. O mais legal nessa mistura de culturas é a possibilidade de fazer novas amizades e também, conviver com as diferenças. Somado a isso, a galera se reúne para sair, passear, viajar para outros países e destinos, inclusive pela própria Irlanda.
Na capital irlandesa as opções de estadia são as seguintes: homestay (casa de família), recomendável pelo menos nas duas primeiras semanas. Nessa modalidade o estudante fica morando com uma família Irlandesa e conta com um serviço incluso na hospedagem: refeições, quarto compartilhado ou privado, internet WiFi e a possibilidade de convivência diária com um nativo.
Outras opções de estadia são as residências estudantis ou quartos compartilhados em apartamentos ou flat’s. Esses dois últimos, o intercambista divide as despesas com mais quatro ou até oito pessoas da mesma casa. Geralmente a acomodação é composta por dois ou três quartos, com cama individual, tendo três ou quatro pessoas no mesmo quarto, independente do sexo. Há acomodações que possuem apenas cama de casal. As acomodações em Dublin (apartamento ou flat’s) são muito disputadas, uma realidade que existe há muitos anos. A orientação é chegar em Dublin com uma acomodação prévia e seguir “batalhando” para uma acomodação fixa. Os valores dos aluguéis variam bastante, e os estudantes dividem o valor da conta de luz, internet, quando encontra a tão sonhada vaga definitiva. Nos últimos anos, os valores dos aluguéis tem sido bem caros, elevando o custo de moradia.
Nas moradias compartilhadas o estudante tem a oportunidade de conhecer pessoas de diversas nacionalidades. Uma acomodação muito boa e confortável são os Flat’s. Quem consegue vaga nesse tipo de moradia, dependendo da região, encontra uma estrutura adequada e até melhor que algumas casas de família, por serem apartamentos mais modernos e confortáveis. Eu tive a oportunidade de conhecer algumas e realmente é o melhor local. Mas os apartamentos também são confortáveis, de um modo geral. A localização varia, estando perto ou longe das escolas de inglês. De Dublin 8, por exemplo, o estudante caminha até 4 km da acomodação até a escola que está matriculado. E pegar ônibus ou o Luas (bonde elétrico) duas vezes ao dia gera um gasto a mais que, se for economizado trocando o transporte pela caminhada de 40 minutos por exemplo, os Euros podem ser gastos em alimentação no supermercado. Afinal, comer na rua se torna caro. O jeito é fazer compras e cozinhar sua própria comida.
As lojas de roupas, artigos e calçados estão presentes na região central da cidade, na Henry Street. Não tem como eu deixar de citar a loja PENNEYS, local de compras de grande parte dos irlandeses em Dublin. Há várias filiais da loja e os produtos que não são de marcas famosas têm preços baixos, muito baixo mesmo. Há muitas outras curiosidades de Dublin e dicas para os brasileiros. Nesta crônica eu comentei um pouco mais de cada coisa que eu vivi e observei. Aproveite e confira outras matérias relacionadas com a Irlanda aqui no Blog: clique aqui.
*Publicada em 12/05/2014.